quarta-feira, 1 de julho de 2009

SO BEAT IT !!!


"Heal the world, make it a better place, for you and for me and the entire human race"


Acho que são com essas palavras que gostaria de homenagear o artista que é e sempre será Michael Jackson. Deixo as especulações para a mídia, as indagações aos sábios ou aos pseudo- qualquer coisa. Quero mesmo é deixar manifesta minha admiração por este astro do pop.


A dor da perda é grande, mas o incômodo maior é a mágoa de saber que não haverá outro como ele. Não haverá artista com suas dimensões e legados. A dor física é o mero desconforto por não tê-lo prestigiado ao vivo e pior, por ele não ter se despedido como queria... Nem mesmo todas as homenagens do mundo compreenderia a importância de um REI. Marcou gerações e viverá eternamente em suas canções e inovações.


Lembro-me que era bem pequena quando minha mãe me ensinou a cantarolar BEN, ainda sei a letra. E hoje a canto com um vazio tremendo, mas com a alegria de percebê-la presente em momentos tão belos da minha vida . Aquele momento mãe e filha, ensinando a cantar, cantando e dançando, afugentando tudo que houvesse de obscuro por perto. Queria aquele momento de volta, mas não volta!


Um brinde ao REI, ao Michael, ao menino-homem que contagiou o mundo!!! Que ele descanse em paz, suave em suas melodias, enérgico em sua dança!


" They don´t see you as I do

I wish they would try to

I´m sure they´d think again

If they had a friend

Like Ben, like Ben..."

video

quarta-feira, 24 de junho de 2009

.Amor em dois.


.e de repente, todo amor que sempre cultivei por ela, multiplicou-se nela, multiplicou-se no infinito dela, multiplicou-se em dois.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Retrato do Brasil






Mendigo na rua


Companheiro do lixo da classe privilegiada


Quem é ele?


Lixo da sociedade desmentalizada?


Produto em série do capitalismo acelerado


Classe, marginalizada


Nulidade é seu código de barra


Linha, a libertinagem


Liberdade de escolha


Morrer de fome?Roubar? Matar? Surtar?


Surta em seus devaneios frenéticos


Da janela, mera fotografia


Quem passa ignora


Cachorro sem dono


Filho da mãe ou coitado


Seu discurso é o retrato falado


Sua vida, a sobra da opulência niilista


Sua voz... Hein?


O que é mesmo que eu estava dizendo?


Psiu... shshshshs


Vai começar mais uma novela no horário nobre


Saia da janela


O programa é novo


Alguns atores se repetem


Os figurantes são sempre os mesmos


A trama é previsível


O romance, anti-heróico


E o retrato do Brasil


Continua ali... na calçada.




por Dani Baleeiro ( Poema publicado na Antologia dos Poetas do Brasil- Vol 6, 2007.)


quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

para Alejandro Claveaux


Era o começo de uma história. Eu tinha chegado há pouco do exterior e carregava comigo cicatrizes realistas demais. Uma dor constante, uma enxaqueca de razões vividas e sonhadas deixadas para trás ( em aberto). O sonho parecia um vaga-lume piscando no breu, inconstante! Foi quando conheci você, menino- criança, homem-sonhador. Você era a própria fagulha que incendiou novamente o brilho das possibilidades infinitas de ser e recriar-se. Sonhamos juntos, queríamos transpor barreiras e esquecer todas essas burocracias que tolhem a criatividade humana. Voamos alto e até altas horas da madrugada. Embriagados pelo desejo épico de traçar caminhos inéditos, os olhos radiantes de entusiasmo e uma pureza quase ingênua daquele vínculo que nascia. Fomos heróis de nossos contos, protagonistas de nossas novelas, cantores de nossas melodias. E mesmo esbarrando tantas vezes com uma realidade perversa, de mãos dadas saltitávamos para o alto e esquecíamos de novo todo chão infecundo. E a fagulha geminada brotou no torpor impulsivo de viver o sonho. Aventureiros fomos, cada um com seus passos e em seus caminhos, atrás da realização e satisfação interna, aquela desprovida de qualquer outro comprometimento que não seja a sinceridade para com nos mesmos. Loucuras e risos, festejamos e desbravamos as maravilhas da cidade. Lágrimas e suspiros, choramos as marés de nossas dificuldades, aterradas! Entre um chimarrão e outro, um abraço amigo e uma palavra solta, fomos vivendo sem dar-nos conta do tempo passante. E hoje lhe vejo brilhante no degrau mais próximo do seu sonho. E reconheço parte do meu brilho perdido em meio a tantas dores e sacrifícios, no seu olhar amigo. E sei que não era simplesmente fagulha que se apaga. Não era cometa que se vai quase desapercebido. É uma energia própria em sintonia com a vida que desperta sonhos. Que rouba a escuridão das almas e ressoa luz e verdade. E não é simplesmente AMOR ou carinho, é antes um espelho d' alma que me faz gostar ainda mais de mim mesma quando estou com você.É ver-me em reflexo nos seus risos e na sua amizade que me faz querer sonhar e dizer-lhe que não importa onde e quando, se aqui ou acolá, estamos juntos, caminhantes serenos e claros. Você ali e eu em qualquer lugar de onde possa lhe ver, observar e voltar a mim.


por Dani Baleeiro

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

IN ME


" I don´t know you, but I want you all the more for that..."


E assim vou amando-te tão discretamente, que tuas palavras são rimas sedutoras como uma borboleta colorida ruflando suas asas para levantar voo, tão eufórica e plena aos olhos da criança surpreendida...Vou amando-te tão silenciosamente como o choro mudo de um pobre sonhador ao despertar do dia. E você habita em mim como peste impregnada e incurável. E secretamente vou querendo-te mais, até o dia em que poderei abraçar-te em mim...
Por Dani Baleeiro

sábado, 23 de agosto de 2008

Rio, enquanto chovo




"...chovem lá fora as esperanças perdidas nas ondas eufóricas do mar, chovem os segredos que transbordam nas ruas, Copacabana está ensopada, a garota de Ipanema desfila nas nuvens enxarcadas, o Corcovado derrama suas lágrimas pela insensatez humana e dentro de minh´alma chove dolorosa a saudade do AMOR dos meus..."






Dani Baleeiro

sexta-feira, 18 de julho de 2008

da.trapaça.


Discretamente trapaceando a incitação pós-moderna rumo à concretização nefasta do desejo ! Exemplar ou não, o importante é que a arte seja viva em nossos devaneios comunicando assim, sentimento- verbo- imagem ... Trapaceai-vos em favor de vossas verdades psico-emotivas atentando, sempre, para a preservação da integridade alheia ... ;)
Por Dani Baleeiro